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Projeto com estudantes de escola municipal beneficiará doentes em hospitais públicos

 

Filhos e filhas de agricultores estão resgatando suas raízes na Escola de Ensino Fundamental Benjamim Felisberto da Silva, localizada na comunidade Gruta D’Água, na zona rural de Arapiraca, Agreste de Alagoas.

No local os alunos lidam com a terra, cultivando principalmente plantas medicinais, que são usadas para a produção de medicamentos que irão atender a pacientes dos hospitais públicos da cidade.

“Eu sentia que faltava alguma coisa dentro da sala de aula que incentivasse meus alunos a estudar mais, a se interessar mais pela escola. Também queria um projeto que fizesse com que as crianças lidassem com a terra, como seus pais, e não ficassem apenas vislumbrando ir para a cidade, sem conhecer a riqueza que possuem dentro da sua realidade, aqui no campo. A lida com a terra tem sido prazerosa. Faz parte da realidade dessas crianças”, conta a professora Emanoele Karine.

“Foi quando surgiu o projeto ‘Farmácia Viva, Saúde que Vem da Terra’ e as crianças começaram a cultivar plantas, produzir mudas e aprender todas as disciplinas tendo a horta como base. Enquanto estamos mexendo com a terra, produzindo mudas e cuidando das plantas, eu ensino as crianças sobre matemática, português, história, geografia e ciências. Desde que começamos com o projeto que a média dos alunos melhorou. A média da escola melhorou”, continuou.

Segundo Emanoele, em 2011 o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da escola teve a média de 3.4. Em 2013 aumentou para 3.7 e a perspectiva é que a Benjamim Felisberto atinja a média 5 em 2015.

Centenas de crianças de 4 a 14 anos de idade são beneficiadas com o projeto, que atende aos filhos dos moradores de cinco povoados localizados na zona rural de Arapiraca: Cajarana; Brejinho; Lagoa do Mato; Taboquinha e Gruta D’Água.

Rafael Pedro Lopes da Silva, de dez anos, é aluno do 4º ano do Ensino Fundamental. Ele conta que já tem sua própria horta em casa e que começou a cultivar as plantas depois do incentivo dado pela escola.foto2

Foto:Sandro Lima

Filhos e filhas de pequenos agricultores da zona rural de Arapiraca reencontram suas raízes com o projeto “Farmácia Viva, Saúde que Vem da Terra”, onde cultivam e produzem mudas de várias espécies de plantas medicinais

“Eu aprendi aqui na escola a produzir minhas mudas e já tenho em casa algumas plantas. Tenho alecrim, capim santo e manjericão para fazer chá quando alguém da minha família adoece”, conta o menino.

José Enoque dos Santos Júnior, também de dez anos e estudante do 4º ano, conta que ficou com mais vontade de estar na escola depois que conheceu o projeto e passou a cultivar as plantas medicinais.

“As aulas ficam mais interessantes. Eu gosto muito do ‘minhocário’ e de produzir novas mudas”, comenta a criança.

No final do ano as crianças levam 20 mudas de plantas para começarem a cultivar suas próprias hortas em casa. Os alunos da escola municipal também ficam com um caderno de registro, onde eles mesmos catalogaram plantas e estudaram os seus benefícios.

“Quem está no projeto desde o início já tem sua horta em casa. Queremos que eles se tornem grandes pesquisadores e possam ajudar a salvar muitas vidas com as plantas medicinais”, disse a professora Emaoele Karine.

“O projeto faz com que essas crianças continuem no campo, deem valor à terra e também faz com o nosso aluno perceba que ele não precisa deixar a zona rural para se tornar um grande profissional, um médico ou engenheiro. Aqui eles têm acesso a uma boa educação e é muito prazeroso ver como eles gostam de estar na escola e principalmente ver que eles estão se reconhecendo como pessoas do campo, retomando suas raízes”, continuou. 

Entre as plantas cultivadas pelas crianças estão a unha de gato, babosa, guaco, espinheira santa e hortelã. Segundo a professora Emanoele, as plantas podem ser usadas no tratamento contra gastrite, úlcera, resfriados, tosse, problemas respiratórios, ferimentos, queimaduras e até prevenir contra ataques do coração.

Ainda de acordo com a professora, todas as plantas são orgânicas, ou seja, não são utilizados agrotóxicos no cultivo da horta na escola.

“Não temos apenas plantas medicinais. Aproveitamos todo o espaço para plantar também frutas, verduras e legumes. Não usamos nenhum tipo de agrotóxico. Para espantar as pragas usamos uma planta chamada nim indiano. Misturamos com água e pulverizamos as plantações três vezes por semana. Isso garante que nossa horta cresça saudável e totalmente orgânica”, explica.

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Foto: Sandro Lima

Rafael Pedro, de 10 anos, conta que tem a sua própria horta em casa para poder tratar dos seus familiares

 

“Por conta desse cultivo, até a alimentação dos alunos melhorou. Apesar de serem filhos de agricultores, eles não tinham o costume de comer salada, e agora comem com gosto, porque são eles quem plantam. As famílias do campo costumam se alimentar com o básico que é o feijão, o arroz, a carne e a  farinha. Agora as crianças estão levando o costume de comer salada para casa”, continuou.

 

Ministério da Saúde investe na Farmácia Viva das crianças

O projeto recebeu recursos do Ministério da Saúde para que fosse ampliado e com isso, a fabricação de medicamentos aumentasse, podendo atender aos pacientes dos hospitais públicos que sofrem principalmente com problemas respiratórios.

 “Conseguimos a aprovação do projeto no Ministério da Saúde com o projeto de assistência farmacêutica e recebemos uma verba de 294 mil reais para investir no cultivo das plantas medicinais e na fabricação dos medicamentos. As crianças cultivam, produzem novas mudas, e as plantas são levadas para outra escola municipal, onde temos um laboratório que será ampliado com o recurso”, explicou a coordenadora Ednalva Pinheiro.

A escola municipal onde os medicamentos são produzidos é o Centro de Apoio às Escolas do Campo, também localizada na zona rural de Arapiraca.

Com o recurso recebido pelo Ministério da Saúde, o laboratório será ampliado e a quantidade de medicamentos, pomadas e sabonetes medicinais será aumentada. Equipes das Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Agricultura de Arapiraca realizam um trabalho conjunto para a realização de cada etapa do projeto.

“Os alunos cultivam as plantas e as equipes de profissionais das secretarias da Educação, Saúde e Agricultura de Arapiraca trabalham na produção de xaropes, pomadas e sabonetes que serão utilizados no tratamento de pacientes do SUS”, explicou a coordenadora.

Ednalva Pinheiro conta ainda que o projeto já recebeu vários prêmios nacionais pelo incentivo dado às crianças do campo e está incluso na cartilha do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef).

 

SUSTENTABILIDADE

 

Não é só a cultivar plantas medicinais que as crianças das duas escolas municipais de Arapiraca estão levando para o seu dia a dia.

“Nós temos uma caixa d’água com capacidade para armazenar 52 mil litros de águia de chuva, que é reaproveitada na escola Benjamim. Na época de estiagem, somos abastecidos com carro-pipa. Também temos um fogão solar para economizar gás. Agora queremos reaproveitar a água servida, aquela da cozinha, para regar a horta”, explica Edinalva Pinheiro.

A coordenadora conta também que os alunos fazem arte com material reciclado. No Centro de Apoio às Escolas do Campo, Edinalva mostrou o reaproveitamento de garrafas pet para a criação de hortas verticais e lixeiras. Também mostrou a arte em pneus, transformados em animais que enfeitam toda a área externa da escola municipal.

“A intenção é conscientizar essas crianças para o cuidado com o meio ambiente, principalmente porque o homem do campo depende da terra para sobreviver. Da terra limpa, do rio limpo, e esses meninos e meninas vão crescer conscientes do seu papel de preservar a natureza”, opina Edinalva.

“O limite da fitoterapia são as doenças incuráveis”

Para a médica homeopata Lílian Espindola o projeto da Escola de Ensino Fundamental Benjamim Felisberto da Silva não traz benefícios apenas para o desenvolvimento e resgate das raízes dos alunos da zona rural de Arapiraca. Ela aponta também os benefícios levados para os pacientes que serão tratados com os medicamentos fabricados a partir das plantas cultivadas pelas crianças.

 “A fitoterapia é uma prática natural e que beneficia muito os pacientes portadores de várias doenças. A prática ainda é usada como um tratamento complementar, mas costumamos dizer que o limite da fitoterapia são as doenças incuráveis. Qualquer doença pode ser tratada com os princípios ativos das plantas”, explica a médica.

 “A fitoterapia é um tratamento eficiente e duradouro e evita que o paciente parta para tratamentos invasivos. Pode ser sempre a primeira escolha de tratamento para a família do paciente, que tenha consciência dos benefícios que as plantas medicinais podem trazer”, continuou.

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Foto: Sandro Lima

Para médica homeopata, o tratamento com plantas medicinais trará muitos benefícios aos pacientes do SUS

De acordo com Lílian Espíndola, cerca de 40 espécies de plantas medicinais já tiveram o seu benefício comprovado cientificamente em tratamentos médicos.

“As plantas são excelentes para o tratamento de problemas respiratórios, ajudam a aumentar a imunidade, atuam como anti-inflamatórios, contra alergias, problemas gástricos, de pele, cicatrização de ferimentos entre tantos outros benefícios. É uma riqueza de ações de combate a doenças”, afirma a médica homeopata.

Lílian também vê com entusiasmo o resgate das crianças do campo às suas raízes.

“É uma integração de culturas, de gerações. Os avós dessas crianças com certeza já tratavam de muitas doenças usando plantas medicinais e o seu conhecimento passado de geração para geração. Levar essas crianças de volta para essa realidade é muito bom, é um resgate das nossas tradições”, conclui.

“Projetos assim podem diminuir a favelização das grandes cidades”

Há cerca de 40 anos os moradores do campo migraram para as grandes cidades em busca de uma “vida melhor”. Muitos nordestinos se mudaram com a família para São Paulo por conta da ideologia histórica de que é na cidade que estão as grandes oportunidades.

A opinião é do cientista social Jorge Vieira, que conta que, naquela época, a vida no campo foi praticamente abandonada.

“O processo de industrialização levou os homens do campo para a cidade grande. As pessoas sempre tiveram essa visão voltada para o urbano como sendo um lugar melhor para se viver, onde se tem acesso à educação e à saúde de qualidade. Mas são projetos como o da escola de Arapiraca que podem resgatar as raízes dessas crianças que nascem na roça”, opina Vieira.

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Foto: Sandro Lima

Com as plantas cultivadas pelas crianças são produzidas pomadas, xaropes e sabonetes medicinais

Para o cientista social, o êxodo rural teve um impacto perverso na sociedade e principalmente no processo de urbanização das cidades.

“O mundo rural foi todo para a cidade grande procurar emprego e isso resultou na favelização dos grandes centros urbanos. As pessoas saíam do campo sem estudo e sem capacitação profissional, e muitos não foram absolvidos pelo mercado de trabalho. Projetos que incentivam o homem do campo a permanecer na zona rural possuem um papel muito importante no processo de formação dessas pessoas, da valorização da sua raiz, das suas tradições e do seu lugar”, comenta.

Jorge Vieira acredita que o poder público deve investir mais nesse tipo de projeto, principalmente nas escolas localizadas na zona rural.

“A agricultura familiar é muito importante para manter essas famílias no campo. O investimento em escolas e hospitais na zona rural também. Mas um grande problema encontrado especificamente em Alagoas é que o poder econômico está com os grandes latifundiários, com os donos de terras. O homem do campo acaba se tornando mão de obra barata e isso dificulta o desenvolvimento das famílias de pequenos agricultores”, afirma Vieira.

“O poder público deveria realizar um estudo mais aprofundado sobre as potencialidades do nosso estado. Os gestores deveriam investir cada vez mais na agricultura, na pesca e no turismo, dependendo da realidade de cada região. Essas iniciativas fariam com que o povo continue morando na sua cidade, na zoa rural. É preciso começar pelas crianças, para que elas percebam a grande diversidade que existe na sua terra e não sintam vontade de ir embora para a cidade grande. Para que elas vejam que é possível viver com dignidade nas suas localidades. Isso faria com que as favelas esvaziassem cada vez mais”, concluiu.

 

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Foto;Sandro Lima

As crianças que participam do projeto estão cada vez mais interessadas nas aulas e rendimento escolar aumentou

 

Fonte: http://www.tribunahoje.com/

Thayanne Magalhães / Tribuna Independente

 

 

 

 

 

 

Publicado em Notícias

São Lourenço do Sul, município referência em implantação de políticas públicas visando o incentivo à produção de plantas bioativas e de medicamentos fitoterápicos, sedia pela primeira vez a 9ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas – Herbal Tchê. O evento realizado no Galpão Crioulo do Camping Municipal começou na manhã de quarta-feira (09) com a abertura oficial e a palestra ministrada pelo engenheiro agrícola Cirino Côrrea Júnior, da Emater Paraná, com o tema “Situação e perspectivas das plantas medicinais, aromáticas e condimentares”.

O Herbal Tchê conta com três dias de evento com uma extensa programação, com painéis, oficinas e troca de experiências. Com o tema “O caminho das plantas bioativas: cultivando saberes e fazeres”, o evento tem como objetivo reunir estudantes, trabalhadores e voluntários da área da saúde, agricultura, educação, extensão rural, pesquisa, movimentos sociais e simpatizantes da causa promovendo um intercâmbio de experiências sobre o trabalho com plantas bioativas, discutindo a situação e perspectivas futuras sobre a produção, empreendedorismo em farmácias-vivas e a legislação regulamentadora.

Representantes dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, e do Desenvolvimento Agrário, assim como, de entidades representativas e universidades e institutos federais participam do evento, propondo debates e apresentando painéis temáticos.

O secretário municipal de Saúde, Arilson Cardoso, que no período da tarde apresentou a experiência de São Lourenço do Sul com o Programa Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterapia, destacou os avanços na área. Ele afirma a importância de construir coletivamente um novo paradigma na área – a produção de plantas bioativas e a fitoterapia aliada ao uso de novas tecnologias, inovação científica e pesquisas – e do comprometimento da atual gestão em implementar políticas públicas nesse sentido. “O que nós estamos criando dentro do Sistema Único de Saúde é uma nova política de medicamentos voltada para a necessidade da população. Estamos trabalhando com o objetivo de envolver toda a cadeia produtiva e estimular o nosso produtor e a agricultura familiar para produzirmos nas farmácias-vivas. Isso incentiva os profissionais a prescrever medicamentos que são produzidos de forma local, em contraponto a grande indústria farmacêutica” – explica.

São Lourenço do Sul começou a formular uma política pública municipal direcionada à área em 2005, quando sediou um encontro regional. Em 2012, foi criada a Política Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Através de diversos critérios – presença na lista do Ministério da Saúde, levantamento etnobotânico, perfil epidemiológico, farmacotécnica, cultivo e manejo e o Projeto Plantas para o Futuro – a Prefeitura selecionou duas espécies de plantas para desenvolver o programa: hortelã-pimenta e guaco.

Cardoso salienta o resultado destas ações, como a proposta de Arranjo Produtivo Local do município contemplada com R$ 791.875,00 (setecentos e noventa e um mil oitocentos e setenta e cinco reais), recursos do Ministério da Saúde. São Lourenço do Sul já conta com uma área de 18 hectares, definida junto ao Horto Municipal, para instalação de uma Farmácia-Viva. O espaço tem uma área projetada que compreende: duas casas de vegetação, uma central de secagem, um laboratório e uma área de educação ambiental.

Entre os desafios apontados pelo secretário destacam-se a articulação intersetorial, a burocracia na aquisição de equipamentos e insumos, o convencimento dos prescritores e a insegurança do produtor. Cardoso projeta ainda as aspirações do município quanto ao projeto, como a estruturação de um arranjo produtivo local autossustentável, do fortalecimento e integração da agricultura familiar e a indústria fitoquímica e a regionalização do projeto.

O prefeito Daniel Raupp destacou o trabalho desenvolvido junto à Rede Municipal de Ensino visando o cultivo e a cultura das plantas medicinais. Um exemplo destas iniciativas é o “Homem Fitoterápico” – localizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jacob Rheingantz, na zona rural na Coxilha do Barão – ferramenta didática utilizada no ensino do uso das plantas medicinais e a sua relação com os sistemas e órgãos do corpo humano. A ação tem como objetivo facilitar a compreensão e a fixação do conteúdo, associando cada planta a uma determinada parte do corpo ou enfermidade.

Raupp relatou ainda a importância de parcerias com instituições de ensino técnico e superior para aprimorar as políticas públicas na área, desenvolvendo ações de pesquisa e extensão e promovendo a troca de conhecimento e experiências. “Este é um tema central em nosso governo e a instalação do Campus da Universidade Federal do Rio Grande, voltado para as questões ambientais, com os cursos de gestão ambiental, educação para o   campo e agroecologia, tem uma participação importante neste processo” – afirma. Raupp explica que a produção de plantas medicinais, fitoterápicos e aromáticos tem um papel fundamental no trabalho da Prefeitura em busca de uma diversificação da agricultura familiar. “Em São Lourenço do Sul temos nossa economia com uma forte base no setor primário, com a cultura do tabaco ainda muito forte. Observamos a necessidade de fortalecer e dinamizar a agricultura familiar, ainda muito centrada na monocultura” – conta.

A abertura oficial contou com a presença do prefeito Daniel Raupp, do secretário municipal de Saúde Arilson Cardoso, do deputado estadual Zé Nunes (PT), do coordenador da comissão organizadora do evento e representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Rodrigo Hoff, da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Silvana Freitas, das representantes do Ministério da Saúde Cátia Torres, e do Ministério do Desenvolvimento Agrário Daniela Vasconcelos, do gerente regional adjunto da Emater, Ronaldo Maciel, do diretor do campus da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Eduardo Volgeman, e do chefe-geral da Embrapa Clima Temperado Clênio Nailton Pilon.

Durante a tarde, foi realizado o painel com o tema "Integrando saúde, agricultura e educação", com as seguintes temáticas: Farmácia Viva e sua interface com arranjos produtivos locais; experiências positivas de produção de plantas bioativas; experiência do projeto APL Fito de São Lourenço do Sul; e formação de pessoas em plantas bioativas: nível técnico e nível superior.

Confira a programação completa do evento:

Quinta-feira (10)

08h30min – Painel “Unindo os elos da cadeia produtiva”

- Gargalos das cadeias produtivas de plantas bioativas

- Experiência do Projeto Itaipu Binacional

- Qualificação de fornecedores e produção de fitoterápicos

- Experiência de produção comercial de chás

14 horas – Painel “Conservação e potencialidades de uso”

- Plantas alimentícias não-convencionais

- Plantas bioativas na saúde dos agroecossistemas

- Uso sustentável e conservação de plantas bioativas

- Identificação taxonômica de plantas bioativas

- Plantas bioativas nativas do Bioma Pampa

Sexta-feira (11)

Oficinas

- Plantas medicinais nativas do Bioma Pampa

- Plantas ritualísticas

- Fitocosméticos caseiros

- Aromaterapia

- Biofertilizantes

- Propriedades terapêuticas dos óleos essenciais nativos e exóticos

- Homeopatia popular

- Plantas alimentícias não-convencionais

- Plantas medicinais de uso animal

- Identificação de plantas

- Jardins funcionais terapêuticos

- Plantas tóxicas

- Saúde integral: corpo-mente-espírito

 

Prefeitura de São Lourenço do Sul
Departamento de Comunicação (DECOM)
(53) 3251-9500 / Ramal: 9509
www.saolourencodosul.rs.gov.br
twitter.com/decomsls
facebook.com/prefeiturasls

Publicado em Notícias

15ª Conferência Nacional de Saúde (15ª CNS) em 2015 com o tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”. Uma temática que incorpora diferentes significados. Saúde pública como direito de cidadania, em contraposição à mercantilização e privatização. Saúde pública de qualidade, visando à superação das desigualdades, entre diferentes populações e regiões, à organização e à humanização nos serviços de saúde de modo a atender as necessidades dos usuários e ampliar o acesso. 

Cuidar bem das pessoas mediante a realização e a valorização do trabalho multiprofissional e interdisciplinar, a transformação das práticas de saúde, bem como a superação de iniquidades que afetam de forma diferenciada a população brasileira, a exemplo do racismo, sexismo e intolerância às diversidades; reafirmando, assim, a saúde como direito fundamental do povo brasileiro, pilar estruturante da cidadania e do desenvolvimento da nação. O Conselho Nacional de Saúde também reafirma o papel das conferências como processo político-mobilizador de caráter reflexivo, avaliativo e propositivo não devendo ser visto meramente como um evento. 

Diante disso, na 15ª Conferência Nacional de Saúde, o CNS propõe incentivar o princípio da paridade de gênero, sem comprometer a paridade entre os segmentos; superar as barreiras de acessibilidade às pessoas com deficiência; e 1 Instância máxima de deliberação do SUS, Lei nº 8.142, de 28/12/1990. 2 Lei nº 8.142, de 28/12/1990. 2 garantir acesso humanizado. Recomenda também a participação de movimentos sociais e populares não institucionalizados, conforme estabelece o Regimento da 15ª CNS3 . O ano de 2015 será marcado pela realização de 14 conferências nacionais setoriais e temáticas, que mobilizarão mais de dois milhões de pessoas4 . 

Saiba como participar em: 

http://conselho.saude.gov.br/

 

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A coleção "Para Entender a Gestão do SUS/2015" é composta por quatro livros: A Gestão do SUS; A Atenção Primária e as Redes de Atenção à Saúde; Alternativas de Gerência de Unidades Públicas de Saúde; e Direito à Saúde, a Coleção traz temas atuais e estratégicos para a gestão do Sistema Único de Saúde, definidos a partir das prioridades discutidas nas Assembleias do CONASS. 

O objetivo do CONASS é que a Coleção para Entender a Gestão do SUS 2015, a exemplo das anteriores, seja utilizada por todos os setores da sociedade e sirva para o permanente trabalho de valorização e implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Conheça e baixe gratuitamente todos os livros da coleção nos anexos abaixo. 

Mais informações no site da CONASS

Publicado em Estudos e Pesquisas

A utilização de plantas medicinais para a produção de medicamentos apresenta uma melhor relação custo/benefício quando comparada aos produtos sintéticos. Por isso, grandes empresas farmacêuticas vêm investindo milhões em pesquisas com plantas brasileiras, e, por consequência, acabam por requerer patentes e sintetizam novos fármacos. O uso de fitoterápicos com finalidade profilática, curativa, paliativa ou com fins de diagnóstico é reconhecido e recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

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