Conheça também nossas redes sociais: icon facebook icon twitter icon flickr 

Domingo, 26 Janeiro 2014 22:56

Incentivando a qualidade de vida

Excesso de medicação preocupa médica cubana
$alttext
Médica incentiva o uso de plantas medicinais
 

Próximo de completar dois meses de atuação em Ponte Alta do Norte, a médica cubana Rosa Maria Hervella Perez contabiliza diversos atendimentos juntamente com a equipe de Estratégia e Saúde da Família (ESF). Inicialmente, a médica estava realizando atendimentos junto ao médico clínico geral Juliano Pereira da Silva e, agora, com a equipe ESF, visita os domicílios, o que, segundo ela, é comum em seu país de origem. “Nós tratamos e passamos orientações aos pacientes, mas o foco é a prevenção”, disse Rosa Maria.

   Observando os pacientes brasileiros, a médica lamenta alguns costumes nada saudáveis. “É incrível o excesso de medicamentos utilizados, que, em que muitos casos, poderiam ser substituídos por plantas medicinais, que surtem o mesmo efeito e não trazem malefício algum”, avaliou.
   A médica alertou que, às vezes, um medicamento pode ser eficaz para um problema, mas acarretar em outros. Ela destacou que, quando se toma muitos remédios, eles podem entrar em conflito no organismo, resultando em gastrite ou dores de estômago.
Para tentar reverter essa situação, Rosa solicitou à Secretaria de Saúde um mural com plantas medicinais para ser exposto na Unidade de Saúde, em local bem visível à população. “Uma pessoa com dor de estômago poderia utilizar a polpa da babosa, que é rica em propriedades medicinais, anti-inflamatório natural e cicatrizante. Tem o mesmo efeito de um medicamento”, garantiu.
   Outro fato que preocupa a médica é o grande número de idosos que moram sozinhos e que, geralmente, fazem uso de um número elevado de medicamentos. Segundo ela, muitas vezes, eles não tomam os remédios no horário certo, esquecem, misturam ou trocam, por isso, precisariam do acompanhamento de um adulto.
   Nas visitas às residências, a médica observou, também, um grande número de pessoas com diabetes e hipertensão, o que chamou sua atenção. Por isso, ela reforça sempre a orientação para uma alimentação saudável.
   Para a secretária de Saúde Maria Salete Lourenço, a população se mostra satisfeita com o atendimento prestado pela médica estrangeira. “A atuação só tende a melhorar, porque ter um médico durante 40 horas com a equipe ESF representa um aprimoramento no atendimento”, avaliou a secretária, reforçando que o trabalho é exclusivamente na parte preventiva, para evitar que a doença se desenvolva.

Publicado em Notícias

Dona Dolores (em foto de Goreth Araújo) Maria Dolores da Silva ou D. Dolores, 86 anos, até o fim manteve a mesma jovialidade de 31 anos atrás quando veio morar em Campo Grande. Enquanto criava os 07 filhos e boa parte dos 28 netos, D. Dolores integrou e estudou no grupo de plantas medicinais da igreja católica de Campo Grande que serviu para o aperfeiçoamento da sua experiência na produção de remédios caseiros a partir das ervas nativas. Natural do município de Assu, D. Dolores até a internação, ocorrida há duas semanas, encontrava tempo para toda noite estudar, fazer suas atividades domésticas e participar de diversas atividades religiosas, sindicais e sociais, como a comissão de mulheres do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Campo Grande, do apostolado do Coração de Jesus, do Grupo de Mãe Rainha e das reuniões mensais do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores. “Sou sócia fundadora desse partido que vive no meu coração”, declarou recentemente. No ano 1992, D. Dolores tentou seu primeiro e único desafio eleitoral. Foi candidata a vereadora sem lograr êxito. Não desistiu da militância política e comunitária mas nunca mais quis se lançar ao desafio da disputa que parece precisar muito mais do que bom comportamento para ganhar.

Publicado em Notícias

 

A Escola Municipal Agrotécnica Padre André Capelli incentiva o cultivo, manipulação e uso de plantas medicinais. O projeto Plantas Medicinais desenvolvido na instituição é direcionado aos alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental. Atualmente são cem alunos integrados ao projeto, que mantém aulas duas vezes por semana com a bióloga Karla Araújo Matos.

A professora explica que o principal objetivo do projeto é incentivar o uso das plantas medicinais entre os alunos e a comunidade de Dourados. “Através das aulas, os alunos aprendem a importância das plantas medicinais e acabam se encantando e repassando as informações aos familiares, amigos e a comunidade em geral”.

O projeto Plantas Medicinais passa por três etapas: cultivo das mudas, plantio na horta e manipulação para a fabricação dos mais de 30 produtos diferentes que servem como remédios, temperos aromáticos e produtos de higiene pessoal.

Na estufa onde são preparadas as mudas existem pelo menos 40 espécies diferentes de plantas cuidadosamente catalogadas e liberadas pela Anvisa para o uso humano em tratamentos fitoterápicos. “Não utilizamos outros tipos de plantas, somente as que já foram pesquisadas e identificadas, liberadas pela Anvisa”, observa a bióloga. É o caso de plantas como alecrim, camomila, arruda, melissa, hortelã, babosa e guaco.

Da estufa os alunos passam para a horta, onde aprendem as técnicas de plantio das mudas. Para a professora, é uma das atividades que os alunos mais gostam porque saem da sala de aula, das atividades teóricas e vão para o campo, aprender na prática.

A última etapa do aprendizado das plantas medicinais é desenvolvida no laboratório, especialmente montado para a manipulação das plantas. Segundo a professora Karla, essa atividade é uma das mais interessantes e que desperta a curiosidade dos alunos. “Eles aprendem o valor da planta e os benefícios que ela faz com suas propriedades medicinais, que até então era um assunto desconhecido para eles”, comenta.

No laboratório aos alunos já aprenderam a fazer dezenas de produtos que tratam diversos tipos de doenças. São xaropes, pomadas, tinturas, óleos e extratos recomendados para doenças como diabetes, gastrite, pressão alta, gripe, resfriados, bronquite, entre outras.

Além dos remédios fitoterápicos, os alunos ainda aprendem a manipular a matéria prima para fabricação de vinagres aromáticos e temperos, sabonetes e xampus. “Acho muito legal essas aulas porque aprendi a importância das plantas medicinais e agora sei preparar alguns remédios quando preciso”, disse Alison Ricardo Reis, aluno do 6° ano.

Para a colega dele, Daiane dos Santos Palhano, cada aula é uma novidade sobre as plantas medicinais que ela procura divulgar em casa e para os amigos. “É muito bacana, já aprendi fazer vários remédios e temperos”.

A professora Karla destaca que os produtos preparados pelos alunos são liberados para que eles levem para uso em casa. Já os produtos feitos para a venda em feiras e exposições são preparados pela bióloga e funcionários da Escola Agrotécnica. De acordo com a bióloga, a comercialização dos produtos ajuda a manter financeiramente o projeto Plantas Medicinais.

O diretor da Escola Municipal Agrotécnica André Capelli, Aparecido Lima Araújo, explica que o projeto é um dos poucos existentes no Estado e que o município vem incentivando essa prática tendo em vista a importância das plantas que curam e o bem que proporcionam à saúde humana de forma natural, utilizando de forma adequada. “Por isso a importância das aulas, porque os alunos aprendem a manipular de forma adequada e repassam essas informações aos familiares e a comunidade”.

A Escola André Capélli fica na Rodovia Gumercindo Pimenta dos Reis (MS-379), km 1, no acesso ao distrito de Panambi. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelos telefones (67) 3422-7441 e 8468-8032.

Foto: Estufa de plantas medicinais na Escola Padre André Capelli. Crédito: A. Frota

Publicado em Notícias

Analisaram-se programas e ações de fitoterapia na atenção primária à saúde brasileira (APS) a partir da literatura. O metaestudo incluiu seis bases de dados, de 1988 a 2012, sendo registradas 24 publicações. A inserção da fitoterapia acontece a partir de motivações diversas: aumentar os recursos terapêuticos, resgatar saberes populares, preservar a biodiversidade, educação ambiental e popular, agroecologia e desenvolvimento social. Há uma ambivalência que ora pende para o reforço da autoatenção, as ações educativas, intersetoriais e a participação comunitária, constituindo-se em forma de cuidado e promoção da saúde; ora restringe o processo à incorporação de fitoterápicos manipulados ou industrializados à farmácia dos serviços de APS, para uso estritamente profissional. Ressalta-se uma visão ampliada da fitoterapia que incorpore esses dois enfoques, numa perspectiva de uma ecologia de saberes e práticas em saúde.

Publicado em Estudos e Pesquisas

homeEspaço plural de diálogo e de articulação voltado à difusão e à reaplicação de iniciativas na área das plantas medicinais, fitoterapia e fitoterápicos, a Rede de Experiências, Tecnologias e Inovação em Saúde (RETiSFito) pretende contribuir para a implementação das políticas nacionais de plantas medicinais e fitoterápicos e de práticas integrativas e complementares e para a ampliação da oferta de serviços no Sistema Único de Saúde. A rede é aberta à participação de pessoas, organizações da sociedade civil, universidades, institutos de pesquisa, empresas e órgãos governamentais interessados em desenvolver projetos e ações intersetoriais.

O portal, o Facebook e o Twitter da RETiSFito serão lançados durante o I Simpósio de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Estado da Bahia, de 16 a 18 de outubro, em Salvador. O evento promoverá a discussão entre gestores, profissionais de saúde, estudantes e usuários do SUS sobre necessidades e soluções para implantação da fitoterapia no SUS no Estado da Bahia.

Na ocasião, a coordenadora do projeto Joseane Costa fará a apresentação da RETisFito e suas mídias e a assessora técnica da Fiocruz Alice Branco apresentará o Banco de Banco de Práticas e Soluções em Saúde e Ambiente (IdeiaSUS), que permite o compartilhamento de práticas, ações, iniciativas, projetos e programas que tenham por finalidade o enfrentamento de problemas nos campos da saúde e ambiente, com foco no SUS.

Acesse:

www.retisfito.org.br

www.facebook.com/retisfito

https://twitter.com/retisfito

www.ideiasus.fiocruz.br

Publicado em Notícias
Nas últimas décadas houve um grande avanço em pesquisas no desenvolvimento de medicamentos à base de plantas medicinais. Entretanto, constata-se que há pouca preocupação sobre as concentrações de elementos estáveis, bem como as concentrações de atividade de radionuclídeos naturais das séries do 238U e 232Th em plantas com esta finalidade no Brasil. A presença de minerais e radionuclídeos em plantas constitui um meio de migração destes elementos para o organismo humano, através da ingestão de chás ou medicamentos feitos com ervas medicinais. Peperomia pellucida é conhecida popularmente por erva de jabuti e por suas propriedades medicinais, como cicatrizante, analgésica, bactericida e fungicida.
Publicado em Trabalhos Acadêmicos
O interesse de plantas, do ponto de vista medicinal e cosmetológico, tem levado a necessidade de eficientes métodos de extração. A preparação da amostra é uma das mais importantes fases no desenvolvimento de uma metodologia analítica em preparações herbais. O presente trabalho teve como objetivo propor metodologias alternativas para a análise de metabólitos vegetais em produtos naturais, com ênfase em procedimentos de extração.
Publicado em Trabalhos Acadêmicos
As plantas medicinais constituem importante recurso terapêutico no tratamento da saúde humana, principalmente das nações em desenvolvimento. Servem tanto à conhecida "medicina caseira", que faz parte da cultura popular destes países, como de matéria prima para elaboração de medicamentos fitoterápicos ou extração de compostos químicos farmacologicamente ativos. O presente trabalho estuda duas espécies medicinais da família Piperaceae, conhecidas popularmente como pariparoba, e usadas para o tratamento de problemas do fígado: Piper regnellii (Miq.) D.CD. e Pothomorphe umbellata (L.) Miq., esta inscrita na primeira edição da Farmacopéia Brasileira.
Publicado em Trabalhos Acadêmicos
O presente estudo analisou os efeitos da radiação gama na sobrevivência de fungos em plantas medicinais embaladas, adquiridas do comércio atacadista e varejista, em diferentes períodos (0 e 30 dias) após o tratamento por irradiação. Cinco tipos de plantas medicinais [Peumus boldus, Cameilia sinensis, Maytenus ilicifolia, Pauilinia cupana and Cássia angustifolia), foram coletadas de diferentes municípios do Estado de São Paulo e submetidas ao tratamento por irradiação, utilizando-se uma fonte 60Co (tipo Gammacell 220), com doses de 5,0 kGy e 10 kGy e taxa de dose de 3,0 kGy/h. Amostras não irradiadas (grupo controle) foram usadas na contagem de fungos e diluições seriadas de 10-1 a 10-6 das amostras foram semeadas em duplicata e plaqueadas usando o método de cultura em superfície, em ágar Dicloran Glicerol 18% (DG18) e contadas após cinco dias a 25°C.
Publicado em Trabalhos Acadêmicos
O objeto deste estudo centrou-se nas práticas de uso de plantas medicinais e fitoterápicos por trabalhadores de uma equipe de saúde da família. O uso de plantas pela população é tradicionalmente disseminado e oficialmente reconhecido pela OMS e pelo Ministério da Saúde. O processo de trabalho em saúde e as ações de cuidado efetivamente empreendidas pelos trabalhadores são influenciados pelas práticas de saúde, que são práticas sociais e que se conformam a partir de um contexto sócio-histórico-econômico-político.
Publicado em Trabalhos Acadêmicos