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A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde submete à consulta pública monografias de plantas medicinais de interesse ao SUS. Pretende-se qualificar e consolidar o documento com o recebimento de contribuições do público interessado.

Acesse o link: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=04/02/2016&jornal=1&pagina=52&totalArquivos=176

 

Fonte: Portal da Saúde

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Este relatório descreve os resultados da “Oficina de Trabalho para o Mapeamento e Análise de Cadeias de Valor de Plantas Medicinais e Fitoterápicos” realizada nos dias 06 e 07 de outubro de 2015 nas dependências da FIOCRUZ – Palácio Itaboraí, em Petrópolis/RJ.

Esta Oficina foi promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no âmbito do “Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, cujo objetivo central é fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, com vistas à promoção da inclusão produtiva, pautado no poder de compra do SUS.

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Representantes dos Governos Federal, Estadual, Municipal, Setor Empresarial, Universidade e da Agricultura Familiar participam da Oficina de Trabalho para o Mapeamento e Análise da Cadeia de Valor das Plantas Medicinais e Fitoterápicos, a atividade realiza-se nos dias 28 e 29 de outubro na cidade de Natal-RN.

O objetivo da Oficina de Trabalho é realizar o mapeamento das principais cadeias de valor de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, identificandoos gargalos e as oportunidades que precisam ser consideradas para estabelecer as estratégias de melhoria da cadeia bem como ações de apoio que estimulam a sua sustentabilidade econômica, social e ambiental, promovendo a conservação do bioma e apoiando a formulação de políticas públicas.

A Oficina de Trabalho está vinculada ao Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos, cujo objetivo central é fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao Programa Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápico, com vistas à promoção da inclusão produtiva.

“As oficinas servem como um espaço para coleta de informações sobre as cadeias de valor de plantas medicinais e fitoterápicos, pretendemos ter resultados factíveis, levando em consideração a equidade, a representatividade de gênero e, principalmente, a articulação entre as políticas públicas. As informações servirão para o fortalecimento e direcionamento na aplicação de recursos públicos, orientando as tomadas de decisões”, destaca a Coordenadora do Projeto  Joseane Costa.

 

Saiba Mais

Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, criada em 2006 constitui em parte essencial das políticas públicas de saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social como um dos elementos fundamentais de transversalidade na implementação de ações capazes de promover melhorias na qualidade de vida da população brasileira.

Serviços:

Data: 28 e 29 de outubro de 2015

Horário: 8h30 às 17h00

Local: Hotel Pontal Mar – Natal-RN

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Ampliar e incentivar pesquisas técnico-científicas e o desenvolvimento de tecnologias no uso sustentável da biodiversidade. Para isso, foi firmado - nesta terça-feira (6), na cidade do Rio de Janeiro -, Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 
 
Entre as medidas previstas estão o aumento da produção de plantas medicinais e fitoterápicas, a estruturação de arranjos produtivos - para aumentar a geração de empregos, e a implementação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara).
 
“É um momento muito importante, pois é uma parceria que reafirma nosso compromisso no MDA. Essa é uma pesquisa que é feita em prol do povo, para o bem da população. Queremos produzir alimentos saudáveis. Temos que ser claros quanto à questão do uso abusivo de agrotóxicos e sementes transgênicas”, observou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, aos presentes, após assinar o documento no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
 
A presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón, reafirmou a fala do ministro e complementou “que a expectativa é que o acordo traga benefícios aos assentamentos e a seus moradores”.
 
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a fundação tem experiência no estudo e no combate ao uso de veneno na agricultura. “A Fiocruz tem um histórico consolidado de trabalho, com temas vinculados à agroecologia e à questão da saúde. O modo de produção agrário pode ser colocado como fator extremamente nocivo à saúde, como é o caso do uso de agrotóxicos”, disse Gadelha.
 
Diversidade terapêutica
De forma prática o Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e Fiocruz vai buscar atender as diretrizes das Políticas Nacionais de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, Política Nacional dos Povos da Floresta, Campo e Águas. 
 
Para isso, está previsto: 
- Ampliação das opções terapêuticas e melhoria da atenção à saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS);
- uso sustentável da biodiversidade brasileira;
- valorização e preservação do conhecimento tradicional das comunidades e povos tradicionais, em especial das assentadas da Reforma Agrária;
- fortalecimento da agricultura familiar;
- crescimento com geração de emprego e renda, redutor das desigualdades regionais;
- desenvolvimento tecnológico e industrial;
- inclusão social e redução das desigualdades sociais;
- participação popular e controle social.
 
Para a implementação das ações será elaborado um plano de ação a partir de diagnóstico participativo para orientar o desenvolvimento de plantas medicinais, fitoterápicos e afins. Será ainda dado apoio a estruturação de unidades produtivas e realização de acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações, projetos e programas relacionados à produção de plantas medicinais e fitoterápicas. (Material atualizado às 9h58min, de 07.10.2015)
 
Com informações da Ascom MDA.
 
Assessocia de Comunicação Social do Incra
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(61) 3411-7404
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A Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, realiza nos dias 6 e 7 de outubro a Oficina de Trabalho para o Mapeamento e Análise da Cadeia de Valor das Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

A Oficina de Trabalho está vinculada ao Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos, cujo objetivo central é fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao Programa Nacional de Plantas Medicinal e Fitoterápico, com vistas à promoção da inclusão produtiva, pautado no poder de compra do SUS.

O objetivo da Oficina de Trabalho é realizar o mapeamento das principais cadeias de valor de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, identificandoos gargalos e as oportunidades que precisam ser consideradas para estabelecer as estratégias de melhoria da cadeia bem como ações de apoio que estimulam a sua sustentabilidade econômica, social e ambiental, promovendo a conservação do bioma e apoiando a formulação de políticas públicas.

“O mapeamento das cadeias de plantas medicinais é um retrato para tomada de decisões, articulação de políticas públicas e o desenvolvimento local das comunidades”, destaca a Coordenadora de Projetos Especiais da Fiocruz Joseane Costa.

 

Saiba Mais

Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, criada em 2006 constitui em parte essencial das políticas públicas de saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social como um dos elementos fundamentais de transversalidade na implementação de ações capazes de promover melhorias na qualidade de vida da população brasileira.

Serviços:

Data: 6 a 7 de outubro de 2015

Horário: 8h30 às 17h00

Local: Palácio do Itaboraí – Petrópolis-RJ

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Este relatório descreve os resultados da “Oficina de Trabalho para o Mapeamento e Análise de Cadeias de Valor de Plantas Medicinais e Fitoterápicos” realizada nos dias 26 e 27 de agosto de 2015 nas dependências do Ecomuseu da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu/PR. Esta Oficina foi promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com a Itaipu Binacional no âmbito do “Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, cujo objetivo central é fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, com vistas à promoção da inclusão produtiva, pautado no poder de compra do SUS. A parceria entre a FIOCRUZ, MDA e a Itaipu Binacional se iniciou em 2009, a partir de um Acordo de Cooperação visando à promoção do trabalho com plantas medicinais na região Oeste do Paraná. Tal acordo se integra à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, da qual MDA e FIOCRUZ são atores-chave.

 

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Convidamos todos a participarem da Palestra Introdutória, com o Dr. José Ruguê, sobre o projeto de extensão da Faculdade de Ceilândia/UnB em parceria com o CERPIS – AYURVEDA NO SUS.

Nesse dia você terá a oportunidade de conhecer sobre a milenar Medicina Tradicional Indiana e como ela pode ajudar a população com práticas simples sobre nutrição e uso de plantas medicinais, dicas sobre rotina diária, massagens, meditação e yoga.

A visão integral do ser humano e da natureza da abordagem da Medicina Ayurvédica oferece formas de tratamento bastante acessíveis às comunidades, de baixo custo, pouco invasivas, que integram corpo, mente e espírito e podem contribuir para o aperfeiçoamento do SUS.

Facilitadores: José Ruguê (médico); Paula Martins (farmacêutica e professora da UnB), Ana Lúcia do Carmo Luz (terapeuta ayurvédica) e Marcos Freire (médico).

 

Dia da Palestra: 16 de outubro de 2015, sexta-feira, às 9 horas. Entrada Franca.

Obs.: Às 8 horas, iniciaremos o encontro com uma Prática Integrativa Ayurvédica, também aberta a todos.

Local: na tenda do CERPIS, ao lado do Hospital Regional de Planaltina.

Traga a sua caneca permanente, para não usar copos descartáveis, e frutas para compartilhar no lanche.

Após a palestra ofereceremos aos interessados oito cursos, de curta duração, sobre a teoria e a prática da Medicina Ayurvédica, sempre nas sextas-feiras, das 8 às 12 horas, no CERPIS:

 

1) Nutrição e herbologia (23 /10 e 06 e 13/11/2015) – 50 vagas

2) Rotinas diárias (20/11/2015) – 50 vagas

3) Massagem para gestantes (28/1 e 02/2/2016) – 12 vagas

4) Abhyanga (massagem para adultos) (20 e 27/02/2016) – 12 vagas

5) Udvartana (massagem com pós medicinais, curso de Abhyanga como pré-requisito) (12 e 19/03/2016) – 12 vagas

6) Garshana (massagem com sal grosso, cânfora e ervas, curso de Abhyanga como pré-requisito) (09/04/2016) – 12 vagas

7) Bastis externos (compressas com óleos mornos) (23 e 30/4 e 14 e 21/5/2016) – 10 vagas

8) Encontros sobre meditação (11 e 18/06/2016) – 50 vagas

 

A participação na Palestra Introdutória será pré-requisito para a participação nos cursos.

 

As inscrições são gratuitas e estão abertas no CERPIS, a partir de 28/9/2015. Telefone 33889678.

Os interessados poderão se inscrever em mais de um curso.

Os cursos de massagens Abhyanga, Udvartana e Garshana terão inscrição única, com 12 vagas.

Os candidatos às vagas dos cursos de massagens serão avaliados quanto à aptidão para realizá-las, assim como, para desenvolver projetos de aplicação das mesmas junto à comunidade.

 

Fonte:

Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde
Diretoria Regional de Atenção Primária em Saúde
Coordenação Geral de Saúde de Planaltina

tels.: (61) 33889678 e 8169110

 

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Acesse a carta elaborada pelos participante da 9ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas, em São Lourenço do Sul nos dia 09,10 e 11 de setembro de 2015.
O Caminho das Plantas Bioativas: "Cultivando Saberes e Fazeres"

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Projeto com estudantes de escola municipal beneficiará doentes em hospitais públicos

 

Filhos e filhas de agricultores estão resgatando suas raízes na Escola de Ensino Fundamental Benjamim Felisberto da Silva, localizada na comunidade Gruta D’Água, na zona rural de Arapiraca, Agreste de Alagoas.

No local os alunos lidam com a terra, cultivando principalmente plantas medicinais, que são usadas para a produção de medicamentos que irão atender a pacientes dos hospitais públicos da cidade.

“Eu sentia que faltava alguma coisa dentro da sala de aula que incentivasse meus alunos a estudar mais, a se interessar mais pela escola. Também queria um projeto que fizesse com que as crianças lidassem com a terra, como seus pais, e não ficassem apenas vislumbrando ir para a cidade, sem conhecer a riqueza que possuem dentro da sua realidade, aqui no campo. A lida com a terra tem sido prazerosa. Faz parte da realidade dessas crianças”, conta a professora Emanoele Karine.

“Foi quando surgiu o projeto ‘Farmácia Viva, Saúde que Vem da Terra’ e as crianças começaram a cultivar plantas, produzir mudas e aprender todas as disciplinas tendo a horta como base. Enquanto estamos mexendo com a terra, produzindo mudas e cuidando das plantas, eu ensino as crianças sobre matemática, português, história, geografia e ciências. Desde que começamos com o projeto que a média dos alunos melhorou. A média da escola melhorou”, continuou.

Segundo Emanoele, em 2011 o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da escola teve a média de 3.4. Em 2013 aumentou para 3.7 e a perspectiva é que a Benjamim Felisberto atinja a média 5 em 2015.

Centenas de crianças de 4 a 14 anos de idade são beneficiadas com o projeto, que atende aos filhos dos moradores de cinco povoados localizados na zona rural de Arapiraca: Cajarana; Brejinho; Lagoa do Mato; Taboquinha e Gruta D’Água.

Rafael Pedro Lopes da Silva, de dez anos, é aluno do 4º ano do Ensino Fundamental. Ele conta que já tem sua própria horta em casa e que começou a cultivar as plantas depois do incentivo dado pela escola.foto2

Foto:Sandro Lima

Filhos e filhas de pequenos agricultores da zona rural de Arapiraca reencontram suas raízes com o projeto “Farmácia Viva, Saúde que Vem da Terra”, onde cultivam e produzem mudas de várias espécies de plantas medicinais

“Eu aprendi aqui na escola a produzir minhas mudas e já tenho em casa algumas plantas. Tenho alecrim, capim santo e manjericão para fazer chá quando alguém da minha família adoece”, conta o menino.

José Enoque dos Santos Júnior, também de dez anos e estudante do 4º ano, conta que ficou com mais vontade de estar na escola depois que conheceu o projeto e passou a cultivar as plantas medicinais.

“As aulas ficam mais interessantes. Eu gosto muito do ‘minhocário’ e de produzir novas mudas”, comenta a criança.

No final do ano as crianças levam 20 mudas de plantas para começarem a cultivar suas próprias hortas em casa. Os alunos da escola municipal também ficam com um caderno de registro, onde eles mesmos catalogaram plantas e estudaram os seus benefícios.

“Quem está no projeto desde o início já tem sua horta em casa. Queremos que eles se tornem grandes pesquisadores e possam ajudar a salvar muitas vidas com as plantas medicinais”, disse a professora Emaoele Karine.

“O projeto faz com que essas crianças continuem no campo, deem valor à terra e também faz com o nosso aluno perceba que ele não precisa deixar a zona rural para se tornar um grande profissional, um médico ou engenheiro. Aqui eles têm acesso a uma boa educação e é muito prazeroso ver como eles gostam de estar na escola e principalmente ver que eles estão se reconhecendo como pessoas do campo, retomando suas raízes”, continuou. 

Entre as plantas cultivadas pelas crianças estão a unha de gato, babosa, guaco, espinheira santa e hortelã. Segundo a professora Emanoele, as plantas podem ser usadas no tratamento contra gastrite, úlcera, resfriados, tosse, problemas respiratórios, ferimentos, queimaduras e até prevenir contra ataques do coração.

Ainda de acordo com a professora, todas as plantas são orgânicas, ou seja, não são utilizados agrotóxicos no cultivo da horta na escola.

“Não temos apenas plantas medicinais. Aproveitamos todo o espaço para plantar também frutas, verduras e legumes. Não usamos nenhum tipo de agrotóxico. Para espantar as pragas usamos uma planta chamada nim indiano. Misturamos com água e pulverizamos as plantações três vezes por semana. Isso garante que nossa horta cresça saudável e totalmente orgânica”, explica.

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Foto: Sandro Lima

Rafael Pedro, de 10 anos, conta que tem a sua própria horta em casa para poder tratar dos seus familiares

 

“Por conta desse cultivo, até a alimentação dos alunos melhorou. Apesar de serem filhos de agricultores, eles não tinham o costume de comer salada, e agora comem com gosto, porque são eles quem plantam. As famílias do campo costumam se alimentar com o básico que é o feijão, o arroz, a carne e a  farinha. Agora as crianças estão levando o costume de comer salada para casa”, continuou.

 

Ministério da Saúde investe na Farmácia Viva das crianças

O projeto recebeu recursos do Ministério da Saúde para que fosse ampliado e com isso, a fabricação de medicamentos aumentasse, podendo atender aos pacientes dos hospitais públicos que sofrem principalmente com problemas respiratórios.

 “Conseguimos a aprovação do projeto no Ministério da Saúde com o projeto de assistência farmacêutica e recebemos uma verba de 294 mil reais para investir no cultivo das plantas medicinais e na fabricação dos medicamentos. As crianças cultivam, produzem novas mudas, e as plantas são levadas para outra escola municipal, onde temos um laboratório que será ampliado com o recurso”, explicou a coordenadora Ednalva Pinheiro.

A escola municipal onde os medicamentos são produzidos é o Centro de Apoio às Escolas do Campo, também localizada na zona rural de Arapiraca.

Com o recurso recebido pelo Ministério da Saúde, o laboratório será ampliado e a quantidade de medicamentos, pomadas e sabonetes medicinais será aumentada. Equipes das Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Agricultura de Arapiraca realizam um trabalho conjunto para a realização de cada etapa do projeto.

“Os alunos cultivam as plantas e as equipes de profissionais das secretarias da Educação, Saúde e Agricultura de Arapiraca trabalham na produção de xaropes, pomadas e sabonetes que serão utilizados no tratamento de pacientes do SUS”, explicou a coordenadora.

Ednalva Pinheiro conta ainda que o projeto já recebeu vários prêmios nacionais pelo incentivo dado às crianças do campo e está incluso na cartilha do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef).

 

SUSTENTABILIDADE

 

Não é só a cultivar plantas medicinais que as crianças das duas escolas municipais de Arapiraca estão levando para o seu dia a dia.

“Nós temos uma caixa d’água com capacidade para armazenar 52 mil litros de águia de chuva, que é reaproveitada na escola Benjamim. Na época de estiagem, somos abastecidos com carro-pipa. Também temos um fogão solar para economizar gás. Agora queremos reaproveitar a água servida, aquela da cozinha, para regar a horta”, explica Edinalva Pinheiro.

A coordenadora conta também que os alunos fazem arte com material reciclado. No Centro de Apoio às Escolas do Campo, Edinalva mostrou o reaproveitamento de garrafas pet para a criação de hortas verticais e lixeiras. Também mostrou a arte em pneus, transformados em animais que enfeitam toda a área externa da escola municipal.

“A intenção é conscientizar essas crianças para o cuidado com o meio ambiente, principalmente porque o homem do campo depende da terra para sobreviver. Da terra limpa, do rio limpo, e esses meninos e meninas vão crescer conscientes do seu papel de preservar a natureza”, opina Edinalva.

“O limite da fitoterapia são as doenças incuráveis”

Para a médica homeopata Lílian Espindola o projeto da Escola de Ensino Fundamental Benjamim Felisberto da Silva não traz benefícios apenas para o desenvolvimento e resgate das raízes dos alunos da zona rural de Arapiraca. Ela aponta também os benefícios levados para os pacientes que serão tratados com os medicamentos fabricados a partir das plantas cultivadas pelas crianças.

 “A fitoterapia é uma prática natural e que beneficia muito os pacientes portadores de várias doenças. A prática ainda é usada como um tratamento complementar, mas costumamos dizer que o limite da fitoterapia são as doenças incuráveis. Qualquer doença pode ser tratada com os princípios ativos das plantas”, explica a médica.

 “A fitoterapia é um tratamento eficiente e duradouro e evita que o paciente parta para tratamentos invasivos. Pode ser sempre a primeira escolha de tratamento para a família do paciente, que tenha consciência dos benefícios que as plantas medicinais podem trazer”, continuou.

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Foto: Sandro Lima

Para médica homeopata, o tratamento com plantas medicinais trará muitos benefícios aos pacientes do SUS

De acordo com Lílian Espíndola, cerca de 40 espécies de plantas medicinais já tiveram o seu benefício comprovado cientificamente em tratamentos médicos.

“As plantas são excelentes para o tratamento de problemas respiratórios, ajudam a aumentar a imunidade, atuam como anti-inflamatórios, contra alergias, problemas gástricos, de pele, cicatrização de ferimentos entre tantos outros benefícios. É uma riqueza de ações de combate a doenças”, afirma a médica homeopata.

Lílian também vê com entusiasmo o resgate das crianças do campo às suas raízes.

“É uma integração de culturas, de gerações. Os avós dessas crianças com certeza já tratavam de muitas doenças usando plantas medicinais e o seu conhecimento passado de geração para geração. Levar essas crianças de volta para essa realidade é muito bom, é um resgate das nossas tradições”, conclui.

“Projetos assim podem diminuir a favelização das grandes cidades”

Há cerca de 40 anos os moradores do campo migraram para as grandes cidades em busca de uma “vida melhor”. Muitos nordestinos se mudaram com a família para São Paulo por conta da ideologia histórica de que é na cidade que estão as grandes oportunidades.

A opinião é do cientista social Jorge Vieira, que conta que, naquela época, a vida no campo foi praticamente abandonada.

“O processo de industrialização levou os homens do campo para a cidade grande. As pessoas sempre tiveram essa visão voltada para o urbano como sendo um lugar melhor para se viver, onde se tem acesso à educação e à saúde de qualidade. Mas são projetos como o da escola de Arapiraca que podem resgatar as raízes dessas crianças que nascem na roça”, opina Vieira.

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Foto: Sandro Lima

Com as plantas cultivadas pelas crianças são produzidas pomadas, xaropes e sabonetes medicinais

Para o cientista social, o êxodo rural teve um impacto perverso na sociedade e principalmente no processo de urbanização das cidades.

“O mundo rural foi todo para a cidade grande procurar emprego e isso resultou na favelização dos grandes centros urbanos. As pessoas saíam do campo sem estudo e sem capacitação profissional, e muitos não foram absolvidos pelo mercado de trabalho. Projetos que incentivam o homem do campo a permanecer na zona rural possuem um papel muito importante no processo de formação dessas pessoas, da valorização da sua raiz, das suas tradições e do seu lugar”, comenta.

Jorge Vieira acredita que o poder público deve investir mais nesse tipo de projeto, principalmente nas escolas localizadas na zona rural.

“A agricultura familiar é muito importante para manter essas famílias no campo. O investimento em escolas e hospitais na zona rural também. Mas um grande problema encontrado especificamente em Alagoas é que o poder econômico está com os grandes latifundiários, com os donos de terras. O homem do campo acaba se tornando mão de obra barata e isso dificulta o desenvolvimento das famílias de pequenos agricultores”, afirma Vieira.

“O poder público deveria realizar um estudo mais aprofundado sobre as potencialidades do nosso estado. Os gestores deveriam investir cada vez mais na agricultura, na pesca e no turismo, dependendo da realidade de cada região. Essas iniciativas fariam com que o povo continue morando na sua cidade, na zoa rural. É preciso começar pelas crianças, para que elas percebam a grande diversidade que existe na sua terra e não sintam vontade de ir embora para a cidade grande. Para que elas vejam que é possível viver com dignidade nas suas localidades. Isso faria com que as favelas esvaziassem cada vez mais”, concluiu.

 

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Foto;Sandro Lima

As crianças que participam do projeto estão cada vez mais interessadas nas aulas e rendimento escolar aumentou

 

Fonte: http://www.tribunahoje.com/

Thayanne Magalhães / Tribuna Independente

 

 

 

 

 

 

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Diversas oficinas acontecem na 9ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas (9ª RTEPB) na sexta-feira (10). O evento acontece no Galpão Crioulo do Camping e desde a quarta-feira (09) reúne trabalhadores, voluntários e simpatizantes da área da saúde, educação e agricultura para abordar a situação e as perspectivas futuras sobre a produção de plantas bioativas. Inscrições gratuitas podem ser feitas durante o evento.

 

Confira as oficinas com turmas disponíveis para sexta-feira (11):

- Plantas ritualísticas: roda de conversa que aborda o uso  de plantas medicinais nas diversas correntes étnicas e religiosas como nas culturas  afro-brasileiras; mbyá-guarani; e tradições de benzedeiras.  Horário: das 08h30min às 11h

- Saúde Integral: mente, corpo e espírito: Conduzida pelo psicólogo Vilnei Roberto Varzim, a oficina busca discutir e refletir sobre o que é saúde integral e os processos de doença e  cura  através do entendimento do corpo, mente e espírito. Horário: 14h às 16h30min.

- Propriedades Terapêuticas dos Óleos Essenciais Nativos e exóticos: Trabalhar a identificação botânica; apresentação das espécies; propriedades terapêuticas; e fitomedicina dos óleos essenciais nativos e exóticos e de plantas aromáticas. Horário: 08h30min às 10h15min – primeira turma; 14h às 15h45min – segunda turma.

- Plantas alimentícias não-convencionais (PANCs): Nesta oficina os participantes terão a oportunidade de refletir sobre a importância do cultivo em escala pessoal, familiar ou coletiva. Realizada pelo Quintal Comestível, durante a oficina acontece uma rápida coleta no local e preparo das plantas para degustação. Horários: 16h às 17h45min.

- Plantas medicinais nativas do Bioma Pampa: Aprender a identificar plantas nativas do bioma Pampa, suas propriedades medicinais, procedimentos de uso das espécies selecionadas e uso sustentável dos recursos do bioma. Plantas incluídas na oficina: Tarumã; Erva-baleeira; Guaçatonga; Japecanga.  Horário: 08h30min às 10h15min – primeira turma; 14h às 15h45min – segunda turma.

- Homeopatia Popular: Nesta oficina serão abordados a história da homeopatia, seus princípios e aplicação prática da homeopatia na produção animal.  Prática de produção de medicamento para que os participantes entendam a facilidade de acesso a esse tipo de tratamento. Horário: 16h às 17h45min.

- Identificação de Plantas bioativas: Abordar questões cientificas e culturais relacionadas à identificação de plantas, dando orientações quanto à coleta e uso das informações botânicas. Horário: 16h às 17h45min.

- Plantas medicinais de uso animal: Uso de plantas bioativas na formulação de produtos para uso animal. Plantas e suas indicações; cuidado com as plantas; e formas de preparo e receitas de pomada, tintura e selante. Horário: 16h às 17h30min.

- Plantas tóxicas: Abordar as principais plantas tóxicas que causam prejuízos econômicos na produção pecuária, na região sul assim como os aspectos epidemiológicos, clínicos e patológicos das intoxicações por plantas em bovinos, ovinos e eqüinos.  Horário: 10h30min às 12h15min – primeira turma; e das 16h às 17h45min – segunda turma.

- Aromaterapia: definição de aromaterapia e o tratamento pelos óleos essenciais, substâncias extremamente concentradas e voláteis, de origem vegetal. Principais vias de aplicação  da aromaterapia. Memória olfativa e plantas usadas na aromaterapia.

- Jardins funcionais terapêuticos: Abordar os conceitos de ação,cultivo e trabalho com plantas e sua atuação na saúde física e mental  do ser humano.  Técnicas básicas de paisagismo e organização de canteiros e jardins utilizando plantas medicinais e bioativas. Horário: 10h30min às 12h.

- Biofertilizantes: Abordar aspectos teóricos e práticos sobre a produção  e o  manejo  de biofertilizantes utilizados na agricultura de base ecológica e produção de uma receita de biofertilizante. Horário: 14h às 15h45min.


Fonte:

Prefeitura de São Lourenço do Sul
Departamento de Comunicação (DECOM)
(53) 3251-9500 / Ramal: 9509
www.saolourencodosul.rs.gov.br
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facebook.com/prefeiturasls

 

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