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O Núcleo Farmácia Viva do Distrito Federal lançou o fitoterápico farmacopeico (FFFB 1- Anvisa, 2011) – Chá Medicinal de Guaco. O chá, com indicação expectorante, é apresentado em embalagem plástica primária lacrada, contendo 30g das folhas secas rasuradas de Mikania glomerata/M. laevigata, cultivada sem uso de agrotóxicos. A embalagem secundária é composta de envelope de papel pardo contendo impressas na parte frontal informações relativas aos nomes popular e científico da planta medicinal, parte usada, conteúdo em gramas, lote, data de fabricação, data de validade e nome do farmacêutico responsável. Na sua parte posterior, a embalagem secundária traz impressas informações sobre indicação, orientações para o preparo, modo de usar, advertências e a referência normativa da Anvisa utilizada. 

 

Núcleo Farmácia Viva DF

Funcionando a mais de 25 anos a Farmácia Viva DF já produzia dois fitoterápicos à base de guaco – xarope e tintura, todos com indicação expectorante. Outros fitoterápicos produzidos pela Farmácia Viva e muito procurados são: a pomada de erva baleeira, indicada como anti-inflamatório e para tratamento de atrite, tendinite e artroses; o gel de alecrim, gel de pimenta e gel babosa, indicado para tratamentos de pele; a pomada confrei, com ação cicatrizante; a tintura de boldo nacional, para problemas gástricos; e a tintura de funcho indicada pra gazes, má digestão e cólicas menstruais. 

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26/02/2013 - O Programa Fitoterápico "Farmácia Viva" acaba de receber, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, um financiamento de R$ 149 mil do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para desenvolver suas atividades em 2013, além de ter renovado o convênio com o Ministério da Educação (MEC) e com o Banco Santander. Uma das mais importantes ações do programa é a reintrodução da ipecacuanha nas florestas do Estado do Rio de Janeiro.

Trata-se de uma planta utilizada na composição de remédios fitoterápicos, principalmente contra a tosse e a bronquite, e que está ameaçada de erosão genética, fenômeno que ocorre quando a interferência humana impede o cruzamento entre indivíduos da mesma espécie que vivem em ambientes diferentes, provocando o empobrecimento genético e causando a extinção da espécie.

A equipe de pesquisadores e técnicos envolvida nesse trabalho será capacitada para reproduzir o material genético da ipecacuanha no Banco Ativo de Germoplasma (BAG), que será implantado na universidade por meio de um convênio entre o "Farmácia Viva" e a Embrapa Amazônia Oriental. A partir do momento em que o material genético estiver replicado, a planta será reinserida na Mata Atlântica e introduzida para cultivo em canteiros, a fim de ser comercializada pelos agricultores familiares do Estado do Rio.

Com o novo patrocínio, o programa pretende ainda ampliar suas atividades de estudos laboratoriais, adquirir novos equipamentos e melhorar a produção por meio da implantação de uma cozinha artesanal, com o intuito de agregar valor aos produtos comercializados. Todo esse trabalho será realizado em parceria com a equipe da Farmácia de Alimentos, da Faculdade de Farmácia da UFF.

O "Farmácia Viva" atua com outros oito subprojetos, dentre eles a elaboração de um guia prático destinado a profissionais de saúde para a prescrição de medicamentos fitoterápicos; pesquisas sobre a fertilidade do solo, avaliação da irrigação e drenagem do solo e a revitalização do cultivo agroecológico de hortaliças em faixas de oleodutos e gasodutos da Transpetro, por meio da Cooperativa de Agricultores Familiares Univerde de Nova Iguaçu. Em 2011, o subprojeto de cultivo agroecológico de hortaliças foi contemplado com o Prêmio Santander Universidade Solidária.

A partir de 2013, será introduzido também o cultivo de espécies medicinais, com foco em geração de trabalho e renda por meio da capacitação de trabalhadores rurais. O "Farmácia Viva" teve início em dezembro de 2010 como um projeto de ensino, pesquisa e extensão, após ser selecionado pelo edital do Programa de Educação Tutorial (PET), promovido pelo MEC.

Outras informações: (21) 2629-9566.

Fonte: UFF Notícias

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O Sistema Farmácia-Viva®, assim como o fez em diversas localidades do Brasil, também inspirou iniciativas nos municípios do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, a insuficiência de suporte político, bem como as características peculiares inerentes à área de plantas medicinais, constituíram-se em fatores determinantes na qualificação das iniciativas municipais, gerando a necessidade do estabelecimento de normativas legais.
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AulanahortaO que começou como uma horta comunitária numa escola no interior de Alagoas é hoje uma referência para escolas no Brasil inteiro. O Projeto Farmácia Viva, desenvolvido na Escola de Ensino Fundamental Benjamin Felisberto da Silva, em Arapiraca, principal cidade do interior do estado de Alagoas, foi vencedor, em 2008, do 1° Concurso Aprender e Ensinar, promovido pela Revista Forum e a Fundação Banco do Brasil, e desde então teve sua metodologia replicada em mais de 100 escolas do agreste e do semiárido alagoano. Iniciativa da professora Edinalva Pinheiro dos Santos Oliveira, diretora da escola, o projeto premiado atraiu a atenção de outras escolas, que implantaram a metodologia.

 

“Até então, as escolas não tinham atentado para a grande contribuição que as plantas medicinais poderiam trazer para o bem estar das crianças, que aprendem a resgatar e ter mais conhecimentos sobre as plantas”, diz.

 

Ela conta que escolas do município de Arapiraca e de municípios circunvizinhos a procuram para pedir informações para implantarem o projeto. Alunos e professores de universidades como a Federal e a Estadual de Alagoas (Ufal e Uneal), além de particulares, também visitam a escola para estudar a metodologia.

 

Professsora EdinalvaEdinalva (foto) faz parte da Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semiárido Alagoano (Recasa) e profere palestras nos 18 municípios integram a rede. Segundo a professora, o projeto beneficia as crianças e suas famílias ao resgatar a cultura milenar do cultivo nos quintais das plantas medicinais, que podem ser aplicadas para problemas corriqueiros como disenteria, dor de cabeça, febre, resfriados e cólicas.

 

“As mães, nos seus depoimentos, falam que as crianças em casa não pedem mais um comprimido, mas que façam um chazinho! Na escola, da mesma forma! Qualquer mal estar já é motivo para ir até a cozinha e pedir as merendeiras para fazerem um chazinho”, conta.

 

Ela revela que até as enfermeiras da Unidade de Saúde, que atendem a comunidade, dizem que, após o projeto, a procura por atendimentos diminuiu bastante - sinal de que as plantas medicinais são preventivas e eficazes.

 

De acordo com Edinalva, a experiência é de fácil replicação e de baixo custo. “Todas as escolas do Brasil devem apostar nela”, sugere.

 

Além de adquirirem conhecimento sobre o plantio e o uso, as pessoas aprendem a preparar e utilizar os chás de forma correta, pois muitas vezes, por falta de conhecimento, fervem demais a erva ou deixam para beber de um dia para o outro ou ainda tomam repetitivamente.

 

Aulanahorta3“Recomendo que, primeiramente, a comunidade escolar seja sensibilizada e sejam feitas pesquisas para que as crianças tragam subsídios sobre o conhecimento dos pais, dos avós e dos vizinhos, para que as famílias sintam-se importantes durante todo o processo. Implantar um projeto desses não é apenas levantar canteiros e colocar a mudinha. É também fazer a contextualização em sala de aula, é se deliciar entre as disciplinas, é o envolvimento de todos”, diz.

 

Edinalva acrescenta que não é preciso se preocupar com grandes espaços. “A criatividade dá conta”, garante.

 

Segundo a professora, o projeto está sensibilizando a gestão municipal a implementar um laboratório fitoterápico no município de Arapiraca. Ela afirma que, ao ajudar na prevenção de várias doenças, a produção levará à economia de gastos com remédios, incluindo plantas medicinais, no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Fico muito feliz de dar a minha contribuição para a minha comunidade, cidade, região e país. É como diz o Padre Marcelo Rossi: ‘Eu, quando criança, queria transformar o mundo; quando jovem, queria transformar o país; adulto, descobri que preciso começar pela minha comunidade’!”, ressalta.

Por Marina Lemle

Saiba mais:

Projeto Farmácia Viva será implantado nas Unidades de Saúde - 31/01/2013

Projeto Farmácia Viva ganha cisterna e tanque para peixes - 07/10/2011

Comercialização de plantas medicinais: um estudo etnobotânico nas feiras livres do município de Arapiraca–AL – Artigo de Rubens Pessoa de Barros, Daiana Wilma da Silva Lós e Jhonatan David Santos das Neves publicado na Revista de Biologia e Farmácia da UEPB (volume 07, número 02, ano 2012) disponível em arquivos PDF ou HTML

A prática pedagógica na difusão de conhecimentos do projeto farmácia viva com alunos da licenciatura em ciências biológicas da uneal - Campus I – Artigo de Rubens Pessoa de Barros, Daiana Wilma da Silva Lós e Jhonatan David Santos das Neves.

 

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