Conheça também nossas redes sociais: icon facebook icon twitter icon flickr 

São Lourenço do Sul, município referência em implantação de políticas públicas visando o incentivo à produção de plantas bioativas e de medicamentos fitoterápicos, sedia pela primeira vez a 9ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas – Herbal Tchê. O evento realizado no Galpão Crioulo do Camping Municipal começou na manhã de quarta-feira (09) com a abertura oficial e a palestra ministrada pelo engenheiro agrícola Cirino Côrrea Júnior, da Emater Paraná, com o tema “Situação e perspectivas das plantas medicinais, aromáticas e condimentares”.

O Herbal Tchê conta com três dias de evento com uma extensa programação, com painéis, oficinas e troca de experiências. Com o tema “O caminho das plantas bioativas: cultivando saberes e fazeres”, o evento tem como objetivo reunir estudantes, trabalhadores e voluntários da área da saúde, agricultura, educação, extensão rural, pesquisa, movimentos sociais e simpatizantes da causa promovendo um intercâmbio de experiências sobre o trabalho com plantas bioativas, discutindo a situação e perspectivas futuras sobre a produção, empreendedorismo em farmácias-vivas e a legislação regulamentadora.

Representantes dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, e do Desenvolvimento Agrário, assim como, de entidades representativas e universidades e institutos federais participam do evento, propondo debates e apresentando painéis temáticos.

O secretário municipal de Saúde, Arilson Cardoso, que no período da tarde apresentou a experiência de São Lourenço do Sul com o Programa Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterapia, destacou os avanços na área. Ele afirma a importância de construir coletivamente um novo paradigma na área – a produção de plantas bioativas e a fitoterapia aliada ao uso de novas tecnologias, inovação científica e pesquisas – e do comprometimento da atual gestão em implementar políticas públicas nesse sentido. “O que nós estamos criando dentro do Sistema Único de Saúde é uma nova política de medicamentos voltada para a necessidade da população. Estamos trabalhando com o objetivo de envolver toda a cadeia produtiva e estimular o nosso produtor e a agricultura familiar para produzirmos nas farmácias-vivas. Isso incentiva os profissionais a prescrever medicamentos que são produzidos de forma local, em contraponto a grande indústria farmacêutica” – explica.

São Lourenço do Sul começou a formular uma política pública municipal direcionada à área em 2005, quando sediou um encontro regional. Em 2012, foi criada a Política Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Através de diversos critérios – presença na lista do Ministério da Saúde, levantamento etnobotânico, perfil epidemiológico, farmacotécnica, cultivo e manejo e o Projeto Plantas para o Futuro – a Prefeitura selecionou duas espécies de plantas para desenvolver o programa: hortelã-pimenta e guaco.

Cardoso salienta o resultado destas ações, como a proposta de Arranjo Produtivo Local do município contemplada com R$ 791.875,00 (setecentos e noventa e um mil oitocentos e setenta e cinco reais), recursos do Ministério da Saúde. São Lourenço do Sul já conta com uma área de 18 hectares, definida junto ao Horto Municipal, para instalação de uma Farmácia-Viva. O espaço tem uma área projetada que compreende: duas casas de vegetação, uma central de secagem, um laboratório e uma área de educação ambiental.

Entre os desafios apontados pelo secretário destacam-se a articulação intersetorial, a burocracia na aquisição de equipamentos e insumos, o convencimento dos prescritores e a insegurança do produtor. Cardoso projeta ainda as aspirações do município quanto ao projeto, como a estruturação de um arranjo produtivo local autossustentável, do fortalecimento e integração da agricultura familiar e a indústria fitoquímica e a regionalização do projeto.

O prefeito Daniel Raupp destacou o trabalho desenvolvido junto à Rede Municipal de Ensino visando o cultivo e a cultura das plantas medicinais. Um exemplo destas iniciativas é o “Homem Fitoterápico” – localizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jacob Rheingantz, na zona rural na Coxilha do Barão – ferramenta didática utilizada no ensino do uso das plantas medicinais e a sua relação com os sistemas e órgãos do corpo humano. A ação tem como objetivo facilitar a compreensão e a fixação do conteúdo, associando cada planta a uma determinada parte do corpo ou enfermidade.

Raupp relatou ainda a importância de parcerias com instituições de ensino técnico e superior para aprimorar as políticas públicas na área, desenvolvendo ações de pesquisa e extensão e promovendo a troca de conhecimento e experiências. “Este é um tema central em nosso governo e a instalação do Campus da Universidade Federal do Rio Grande, voltado para as questões ambientais, com os cursos de gestão ambiental, educação para o   campo e agroecologia, tem uma participação importante neste processo” – afirma. Raupp explica que a produção de plantas medicinais, fitoterápicos e aromáticos tem um papel fundamental no trabalho da Prefeitura em busca de uma diversificação da agricultura familiar. “Em São Lourenço do Sul temos nossa economia com uma forte base no setor primário, com a cultura do tabaco ainda muito forte. Observamos a necessidade de fortalecer e dinamizar a agricultura familiar, ainda muito centrada na monocultura” – conta.

A abertura oficial contou com a presença do prefeito Daniel Raupp, do secretário municipal de Saúde Arilson Cardoso, do deputado estadual Zé Nunes (PT), do coordenador da comissão organizadora do evento e representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Rodrigo Hoff, da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Silvana Freitas, das representantes do Ministério da Saúde Cátia Torres, e do Ministério do Desenvolvimento Agrário Daniela Vasconcelos, do gerente regional adjunto da Emater, Ronaldo Maciel, do diretor do campus da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Eduardo Volgeman, e do chefe-geral da Embrapa Clima Temperado Clênio Nailton Pilon.

Durante a tarde, foi realizado o painel com o tema "Integrando saúde, agricultura e educação", com as seguintes temáticas: Farmácia Viva e sua interface com arranjos produtivos locais; experiências positivas de produção de plantas bioativas; experiência do projeto APL Fito de São Lourenço do Sul; e formação de pessoas em plantas bioativas: nível técnico e nível superior.

Confira a programação completa do evento:

Quinta-feira (10)

08h30min – Painel “Unindo os elos da cadeia produtiva”

- Gargalos das cadeias produtivas de plantas bioativas

- Experiência do Projeto Itaipu Binacional

- Qualificação de fornecedores e produção de fitoterápicos

- Experiência de produção comercial de chás

14 horas – Painel “Conservação e potencialidades de uso”

- Plantas alimentícias não-convencionais

- Plantas bioativas na saúde dos agroecossistemas

- Uso sustentável e conservação de plantas bioativas

- Identificação taxonômica de plantas bioativas

- Plantas bioativas nativas do Bioma Pampa

Sexta-feira (11)

Oficinas

- Plantas medicinais nativas do Bioma Pampa

- Plantas ritualísticas

- Fitocosméticos caseiros

- Aromaterapia

- Biofertilizantes

- Propriedades terapêuticas dos óleos essenciais nativos e exóticos

- Homeopatia popular

- Plantas alimentícias não-convencionais

- Plantas medicinais de uso animal

- Identificação de plantas

- Jardins funcionais terapêuticos

- Plantas tóxicas

- Saúde integral: corpo-mente-espírito

 

Prefeitura de São Lourenço do Sul
Departamento de Comunicação (DECOM)
(53) 3251-9500 / Ramal: 9509
www.saolourencodosul.rs.gov.br
twitter.com/decomsls
facebook.com/prefeiturasls

Publicado em Notícias

"Dossiê Abrasco - Impactos dos agrotóxicos na saúde", publicação com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, reúne as três partes revisadas do Dossiê Abrasco lançadas ao longo de 2012, além de uma quarta parte inédita intitulada “A crise do paradigma do agronegócio e as lutas pela agroecologia”. O livro é uma co-edição da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, e da editora Expressão Popular.

Mais informações e versão em pdf: http://www.abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/wp-content/uploads/2013/10/DossieAbrasco_2015_web.pdf

Versão pdf também disponível no anexo abaixo. 

 

Publicado em Estudos e Pesquisas

Depois de causar grande impacto em 2012, o Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos ganha nova edição. A publicação, com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, inclui a revisão do Dossiê de 2012 e uma quarta parte inédita. Este capítulo, concluído em outubro de 2014, foi dedicado a atualização de acontecimentos marcantes, estudos e decisões políticas, com informações que envolvem os agrotóxicos, as lutas pela redução dessas substâncias e pela superação do modelo de agricultura químico-dependente do agronegócio. 

Publicação "Dossiê Abrasco - Impactos dos agrotóxicos na saúde", com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, reúne as três partes revisadas do Dossiê Abrasco lançadas ao longo de 2012, além de uma quarta parte inédita intitulada “A crise do paradigma do agronegócio e as lutas pela agroecologia”. O livro é uma co-edição da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, e da editora Expressão Popular.

 

Mais informações no Dossiê.

Faça download da versão completa em pdf em nossa Biblioteca. 

 

 

Publicado em Notícias

O 18º Café Científico de Brasília, realizado na noite dessa segunda-feira (12), teve como tema a agricultura familiar do Brasil. Foram apresentadas as características da agricultura familiar e as principais políticas públicas para o setor no País, O evento proporcionou debate entre os palestrantes e o público sobre os impactos da produção familiar e os desafios para as próximas décadas.

O secretário nacional da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini, falou sobre a evolução das políticas públicas para o desenvolvimento rural. “O Pronaf é um dos instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar. Saímos de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 e vamos chegar perto de R$ 21 bilhões até junho, na safra 2013/2014. Ao lado do crédito, temos uma política importante de seguro da agricultura familiar, uma política de equivalência ao preço de 51 produtos e as políticas de compras institucionais com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae)”, explicou o secretário.

Bianchini também ressaltou o esforço de reconstrução da política de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). “Esperamos que agora com a Anater, a parceria da Embrapa e os sistemas de pesquisa, a gente possa fortalecer a articulação entre pesquisa, extensão e saberes locais em um processo mais horizontal”, acrescentou.

Políticas públicas 
O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da SAF/MDA, Argileu Martins da Silva, destacou que as políticas públicas são organizadas em torno de, pelo menos, três pilares: crédito, mercado e conhecimento. “Em paralelo, temos as estratégias de regularização fundiária, de reforma agrária e de ações para determinados públicos, como indígenas e quilombolas.”

A socióloga da Universidade de Brasília (UnB) Laura Duarte defendeu o momento do Ano Internacional da Agricultura Familiar para aprofundar o debate entre todos os envolvidos. “A agricultura familiar ganhou força em trabalhos técnicos, científicos e acadêmicos, o que dá visibilidade e permite o diálogo entre países sobre a complexidade do mundo rural”, explicou.

O encontro também contou com a participação do sociólogo do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) Eric Sabourin e do pesquisador da Embrapa Cerrados Marcelo Gastal.

Organizado pela Embaixada da França, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e pela Aliança Francesa de Brasília, o café científico tem como objetivo criar oportunidades para novas discussões informais em torno de questões científicas.

Publicado em Notícias

Manaus – O Feirão da Sepror da zona oeste, inaugurado há três semanas, amplia seu atendimento e passa a funcionar dois dias por semana: às sextas e sábados.

O feirão funciona no Porto do São Raimundo, de 6h às 17h. De acordo com a coordenadora dos Feirões da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Suelem Ramos, a ampliação se deu por conta da demanda.

“Os produtores decidiram comercializar seus produtos também as sextas a pedido da própria comunidade que começou a procurar pela feira além do sábado”, conta.

Animados com mais um dia de venda, os agricultores familiares dos municípios da região metropolitana que comercializam no Feirão da zona oeste prepararam diversas promoções para esta sexta-feira, 3.

Hortaliças, legumes, frutas, carne, peixe e frango caipira abatido estarão entre os produtores em promoção.

Bacalhau da Amazônia

No Feirão da zona oeste a população também pode comprar o Bacalhau da Amazônia. O produto será comercializado no sábado, 5. O carro do Bacalhau chega ao local às 8h e permanece até ás 17h. O lombo e a a manta serão comercializados a R$ 25 o quilo e a ventrecha a R$ 20 o quilo.

Em uma das barracas do Feirão o produto será comercializado para a degustação ao preço de R$ 5 a porção. A tática, segundo Suelem Ramos, é para divulgar e mostrar para as pessoas o sabor do produto, ainda pouco conhecido por parte da população.

“A pessoa que nunca experimentou vai poder provar e ter a certeza que vale a pena comprar. Ninguém sai de lá com dúvida”, comenta.

Nesta sexta-feira (4), o carro do Bacalhau da Amazônia estará no estacionamento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na Avenida André Araújo, Aleixo, das 8h às 17h.

Programação

Feirão da Sepror Zona Norte – O Feirão da Sepror da Zona Norte (Parque Eurípedes Ferreira Lins – Torquato Tapajós) também aposta no preço baixo para atrair os milhares de consumidores que frequentam a feira de quinta-feira a sábado, das 6h às 21h, e aos domingos até ao meio-dia. No local é possível encontrar produtos hortifrutigranjeiros da agricultura familiar, além de artesanatos, plantas medicinais e frutíferas, entre outros.

Feirão da Sepror Zona Leste – Com funcionamento todos os sábados, das 6h às 17h, o Feirão da Zona Leste (Campus do IFAM – antiga Escola Agro técnica) preparou para este sábado uma variedade de frutas e hortaliças, além de carne, frango caipira abatido e outros produtos da agricultura familiar. O preço mais baixo praticado pelos produtores é possível porque o consumidor negocia diretamente com quem produziu.

Publicado em Notícias
Esta monografia estuda a diversidade de plantas e seus usos pela comunidade Kaingang da Terra Indígena do Guarita – RS. Realizou-se levantamento etnobotânico a partir de três informantes-chave das comunidades de Pedra Lisa e Três Soitas. Foram analisados a forma de preparo e o modo de uso das plantas medicinais, além da parte da planta utilizada, bem como as compreensões e significações dos Kaingang frente à alimentação, plantas depurativas, plantas ritualísticas e repasse do conhecimento.
Publicado em Estudos e Pesquisas
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, nas quais se implementam o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), estabelecem diretrizes e ações que contemplam a Agricultura Familiar como meio de produção de matéria-prima vegetal de qualidade, visando à geração de renda e organização do setor. Discute-se neste artigo estas diretrizes relacionadas à Agricultura Familiar, as ações da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo relativas ao PNPMF, as experiências desenvolvidas na região do Vale do Paraíba paulista para fortalecer essas ações e os desafios a serem enfrentados para viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva.
Publicado em Artigos
Pagina 5 de 5