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Jacques Huber (1867-1914) foi um botânico suíço que trabalhou na Amazônia de 1895 a 1914 e produziu uma obra significativa em taxonomia, fitogeografia, ecologia das plantas e agronomia.

Uma grande pesquisa sobre a vida e a obra de Huber está disponível num blog feito por uma equipe de pesquisadores brasileiros e suíços, coordenada por Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emilio Goeldi e do Museu de História Natural de Berna.

O trabalho está sendo financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Capes e conta com o apoio do Museu de História Natural de Berna. O neto de Huber, Dr. Martin Huber, cientista da área espacial, participa da pesquisa.

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Publicado em Estudos e Pesquisas
Terça, 07 Janeiro 2014 16:59

Plantas medicinais da Amazônia para todos

Publicação coloca ao alcance do público resultados de discussões com cientistas e experiência acumulada sobre as plantas de uso medicinal da região Amazônica.

"Erva de passarinho", planta medicinal da Amazônia

Por Vanessa Brasil - Museu Goeldi

Fruto de extensa pesquisa e experiência botânica produzida por mais de 30 anos, a terceira edição do livro Plantas Medicinais na Amazônia apresenta informações científicas e da cultura popular colhidos pela pesquisadora do Museu Goeldi, Maria Elisabeth van den Berg. Com ilustrações e tabelas, a publicação expõe nomenclaturas, descrições e usos de 31 famílias botânicas que contem espécies medicinais, visando oferecer uma base de dados científicos confiáveis para o incremento de pesquisas na área.

Ao longo das suas 266 páginas, o livro busca resgatar e sistematizar cerca de 365 espécies vegetais conhecidas e utilizadas na Amazônia, com a preocupação de mostrar o seu lugar dentro dos grupos taxonômicos, atualizando a sua classificação botânica. De acordo com a autora, foi comprovada a necessidade desse estudo devido ao grande número de nomes vulgares que definem espécies diferentes de plantas, o que induziria ao erro e provável problema no uso de medicamentos com tais espécies.

Exemplos disso são a "erva de passarinho" que designa duas espécies diferentes, assim como o "elixir paregórico", e a "alfavaca" que abrange pelo menos três espécies. Além dessas, também são descritas na publicação espécies como as pimentas de macaco e do reino, o cipó d'alho e o alecrim, entre muitas outras.

Elaboração - "A idéia [do livro] era disponibilizar a todas as pessoas interessadas, seja do ponto de vista cultural, preservacionista, comercial ou industrial, uma contribuição útil e precisa dos nossos recursos, tão cantados e debatidos, às vezes de modo superficial e equivocado", explica Elisabeth van den Berg no prefácio desta terceira edição.

Segundo a ex-diretora do Museu Goeldi Ima Vieira, que assina a apresentação desta edição, desde a sua primeira edição em 1982, o livro é referência para estudiosos, professores, estudantes e a sociedade civil em geral. "Tenho a convicção que esta obra clássica ficará para a história da produção científica brasileira, e estimulará a realização de outros estudos desse gênero", afirma Vieira.

O material estudado durante a elaboração da pesquisa que gerou a publicação, em sua maior parte, é oriunda da coleção viva da autora, de coletas realizadas em feiras, a exemplo da Feira do Ver o Peso em Belém (PA), ou em outros estados da Amazônia Legal. Esse material está depositado nos herbários do Museu Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental. A publicação foi ilustrada por Carlos Alvarez e a foto da capa é de Maria Lúcia Morais.

Museu Goeldi/EcoAgência

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O objetivo deste trabalho foi promover o resgate do conhecimento sobre plantas utilizadas na medicina popular no Município de Cujubim-RO, a partir de um levantamento etnobotânico. Foram realizadas entrevistas acerca do modo de uso, dose preconizada, parte do vegetal utilizada, seu modo de preparo e indicação terapêutica, além de coleta e identificação taxonômica das plantas. Foram obtidas 540 citações de utilização das plantas, sendo identificados mais de 50 tipos de doenças.
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Agência FAPESP – Duas décadas depois de chegarem ao Brasil, os primeiros imigrantes japoneses estabelecidos na Amazônia iniciaram na década de 1930, em assentamento a 200 quilômetros ao sul de Belém, um projeto originalmente voltado para o cultivo de cacau que evoluiu para um modelo sustentável e economicamente viável de práticas agroflorestais no país.

A experiência foi relatada no Simpósio Japão-Brasil sobre Colaboração Científica, realizado pela FAPESP e pela Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência (JSPS) nos dias 15 e 16 de março na Universidade Rikkyo, com apoio da Embaixada do Brasil em Tóquio. Com foco na atividade econômica produtiva, Masaaki Yamada, professor na Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, falou sobre as etapas de desenvolvimento do projeto agrícola iniciado nos anos 1930 em Acará (hoje Tomé-Açu), para cultivo do cacau, que em 80 anos estabeleceu um modelo sustentável de produção naquela região.

“O projeto foi interrompido no período inicial da imigração, pré-Segunda Guerra Mundial, pela falta de conhecimento dos imigrantes sobre técnicas de agricultura tropical, mas seguiu com a produção de arroz e horticultura pela iniciativa de apenas 200 dos 2 mil imigrantes que sobreviveram à malária ou que decidiram não se mudar para grandes cidades”, disse Yamada. Com o fim da guerra, cerca de 500 famílias passaram a cultivar no assentamento a pimenta preta (pimenta-do-reino), cujos preços aumentaram no mercado mundial em razão dos conflitos na Ásia tropical naquele período.

“A monocultura induzida de pimenta preta se tornou suscetível à flutuação do mercado global de pimenta e a surtos de doenças de plantas nas décadas seguintes”, disse Yamada. Por esse motivo, nos início dos anos 1970, sob a coordenação da recém-criada Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta) e orientação técnica do Serviço de Emigração Japão (antecessora da Agência de Cooperação Internacional do Japão, Jica) os agricultores passaram a desenvolver sistemas agroflorestais sucessionais, cultivando espécies com potencial econômico como maracujá, cacau e árvores altas, em consórcio com as plantas ainda produtivas de pimenta.

Mais diversificada na década seguinte, a Camta passou a cultivar outras espécies de frutas tropicais, como banana e melão, construiu uma fábrica experimental de sucos com capacidade de armazenar 50 toneladas de produtos congelados e criou a Tomé-Açu Sistemas Agroflorestais, organização reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias sociais de produção. “Desde esse período a cooperativa conseguiu ampliar a capacidade da fábrica para as atuais 2 mil toneladas”, disse Yamada.

Segundo o pesquisador, abalada pelo período de hiperinflação no Brasil e por conflitos sociais no sul do Pará, a Camta passou a investir na extensão informal de técnicas agroflorestais para as comunidades rurais ao redor do assentamento. Conhecidos pelas práticas agroflorestais economicamente viáveis, os líderes da cooperativa passaram a ser convidados para prestar assistência técnica em vários estados brasileiros e em países vizinhos.

Desde 2001, a Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio (Tuat) trabalha com a Camta, em projetos com apoio da Jica, para disseminar as tecnologias sociais desenvolvidas em Tomé-Açu para comunidades rurais sujeitas a desafios técnicos e socioeconômicos no nordeste do Pará. Hoje, a cooperativa oferece orientação pela internet a projetos e a estudantes e promove colaborações a partir de acordos com instituições locais.

Por Fernando Cunha, de Tóquio

Fonte: Agência Fapesp

 

 

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O autor, botânico do Museu Nacional, estuda os hábitos alimentares dominantes nas áreas rurais do Brasil, inclusive entre os grupos indígenas, analisando em que medida eles suprem as necessidades vitais. Aborda também o impacto de dois fenômenos então recentes, a aviação e o turismo, sobre a vida sertaneja. A segunda parte do livro é um glossário dos alimentos utilizados no interior do Brasil.
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Segunda, 18 Março 2013 22:41

Amazônia

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A Amazônia (português brasileiro) ou Amazónia (português europeu) (também chamada de Floresta Amazônica, Selva Amazônica, Floresta Equatorial da Amazônia, Floresta Pluvial ou Hileia Amazônica) é uma floresta latifoliada úmida que cobre a maior parte da Bacia Amazônica da América do Sul. Esta bacia abrange sete milhões de quilômetros quadrados, dos quais cinco milhões e meio de quilômetros quadrados são cobertos pela floresta tropical. Esta região inclui territórios pertencentes a nove nações. A maioria das florestas está contida dentro do Brasil, com 60 por cento da floresta, seguido pelo Peru com 13 por cento e com pequenas quantidades na Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e França (Guiana Francesa). Estados ou departamentos de quatro nações têm o nome de Amazonas por isso. A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo. É um dos seis grandes biomas brasileiros.

Publicado em Biomas